A GOVERNADORA DO RIO GRANDE DO NORTE INSTITUIU AUXILIO DE R$ 500 REAIS A JOVENS EM EXTREMA VULNERABILIDADE

 



A ARTE DA DISTORÇÃO DA NOTICIA COM OBJETIVOS POLITICOS PARTIDÁRIOS.

Talvez isto resuma algumas postagens, vamos lá:

1 – A governadora do Rio grande do Norte vai dar 500 reais para jovens infratores, jovens que cometeram delitos. Financiando o crime, o errado, este é o tipo de governo que defende a criminalidade.

Ou

2- A governadora do Rio Grande do Norte, instituiu, o valor de 500,00 reais. Para jovens cumprindo medidas socio educativas e extrema vulnerabilidade. Haverá critérios, não serão todos, e interrompendo o numero de jovens que estão na medida socio educativa e terminam voltando para o mundo do crime, causando novas vitimas e também morrendo em confronto com a policia. Em alguns casos, crianças órfãs filhas de envolvidos no crime e forçados por quadrilhas.


O Governo do Rio Grande do Norte, sob a gestão da governadora Fátima Bezerra, instituiu um auxílio financeiro mensal de R$ 500 destinado a jovens que cumpriram ou ainda cumprem medidas socioeducativas. A iniciativa, criada por meio de portaria e executada com acompanhamento da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fundase), tem como foco a reintegração social, o estímulo à permanência na escola e a construção de um projeto de vida para jovens em situação de extrema vulnerabilidade.

Como era previsível, a medida provocou forte repercussão nas redes sociais. Críticas surgiram quase de imediato, muitas delas ancoradas na ideia de que o Estado estaria “premiando” quem cometeu infrações, enquanto cidadãos que nunca tiveram problemas com a Justiça enfrentam dificuldades econômicas sem acesso a benefícios semelhantes. Esse sentimento, embora compreensível do ponto de vista emocional, exige uma análise mais profunda e menos movida pela indignação imediata.

Medidas socioeducativas não são penas comuns. Elas partem do princípio constitucional de que adolescentes e jovens em conflito com a lei devem ser responsabilizados, sim, mas também protegidos e reinseridos na sociedade. A reincidência, amplamente estudada no Brasil e no mundo, está diretamente associada à falta de oportunidades, evasão escolar e exclusão social após o cumprimento das medidas. Nesse contexto, o auxílio financeiro funciona como um instrumento de política pública, não como recompensa pelo erro, mas como tentativa de romper o ciclo que leva muitos jovens de volta à criminalidade.

Por outro lado, o debate levantado pela sociedade é legítimo. Em um estado marcado por desigualdades, desemprego e serviços públicos insuficientes, qualquer política focalizada corre o risco de gerar sensação de injustiça se não vier acompanhada de transparência, critérios rigorosos e avaliação de resultados. É fundamental que o governo deixe claro quem terá acesso ao benefício, por quanto tempo, sob quais contrapartidas — como frequência escolar e acompanhamento psicossocial — e quais indicadores serão usados para medir sua efetividade.

O ponto central não deve ser se esses jovens “merecem” ou não o auxílio, mas se a política é capaz de reduzir a reincidência, melhorar a escolarização e aumentar as chances de inserção social e profissional. Caso contrário, a iniciativa corre o risco de se tornar apenas mais um gasto público sem impacto real.

O Rio Grande do Norte precisa, mais do que de polarização nas redes, de um debate maduro sobre segurança pública, prevenção e inclusão social. Investir na recuperação de jovens que já tiveram contato com o sistema socioeducativo pode ser uma escolha difícil de explicar, mas ignorá-los costuma sair ainda mais caro — social e financeiramente — no médio e longo prazo.

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