FAMILIARES PEDEM SOCORRO COM PACIENTE QUE ESPERA MESES POR TRATAMENTO DE CANCER NA BAHIA

 


A angústia de uma família de Caculé, no sudoeste baiano, ilustra o drama vivido por milhares de pacientes que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). Diagnosticado com câncer de esôfago, Eustogio Batista Lisboa aguarda desde março por uma vaga para iniciar o tratamento oncológico especializado. Enquanto a burocracia e a falta de vagas persistem na rede pública, o quadro clínico do paciente sofre uma deterioração rápida e alarmante.

De acordo com os familiares, todas as etapas burocráticas iniciais — incluindo exames, biópsia e consultas médicas — foram cumpridas rigorosamente dentro dos prazos esperados. A expectativa era de que a terapia antineoplásica tivesse início imediato, respeitando os preceitos da legislação brasileira que garantem o direito à saúde e à vida. No entanto, uma carta de repúdio divulgada pela família expõe o descaso: a ausência de vagas impede o acesso ao procedimento salvador.

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