O Brasil não está dividido apenas por opiniões políticas. Há uma fratura mais profunda na forma como diferentes grupos enxergam uns aos outros.
Felipe Nunes, diretor da Quaest, já chamou atenção para a polarização afetiva: quando o adversário político deixa de ser apenas alguém que pensa diferente e passa a ser tratado como inimigo. Dados apresentados por ele também apontaram um nível muito baixo de confiança entre brasileiros e diferenças importantes na maneira como classes sociais enxergam pobreza, mérito e comportamento social.É uma aula sobre o Brasil porque ajuda a entender que nossa crise não é apenas eleitoral. É também uma crise de confiança, convivência e percepção sobre o outro.
Antes de discutir quem está certo ou errado, vale ouvir os dados. Eles dizem muito sobre o país que nos tornamos

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